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Pequenos negócios do Piauí mantêm queda de faturamento e demitem mais durante a pandemia

Décima edição da pesquisa de impacto, realizada pelo Sebrae Nacional em parceria com a FGV, revela ainda o aumento no número de empresas em busca de empréstimo
Por Antônia Pessoa
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A pandemia da Covid-19 tem afetado diretamente o faturamento dos pequenos negócios piauienses. De acordo com a 10ª edição da pesquisa “Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios”, a queda no faturamento tem se mantido em níveis altos e aumentaram as demissões e a busca por empréstimos.

A pesquisa, realizada entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março, é uma iniciativa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae Nacional, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, FGV.

 

“Estamos atravessando a pior crise sanitária do nosso país. Precisamos salvar vidas, mas também fortalecer a economia. E os pequenos negócios, que representam mais de 95% das empresas formalmente constituídas no Piauí, estão sofrendo bastante os efeitos da pandemia. A pesquisa realizada pelo Sebrae Nacional nos mostra exatamente esse cenário de retração econômica e impacto negativo sobre as micro e pequenas empresas”, destaca o presidente do Conselho do Sebrae no Piauí, Freitas Neto.

Segundo o estudo, o percentual de empresas piauienses com redução de faturamento se mantém em cerca de 78% desde agosto de 2020, sendo a média de redução desse faturamento de quase 46%. Ainda de acordo com o levantamento, 85% das empresas estão sofrendo com restrições de funcionamento e apenas 11% em processo de reabertura.

“Apesar de termos registrado um aumento no percentual de empresas com incremento de faturamento, que passou de 5% em novembro para 15% no primeiro trimestre de 2021, a redução continua em níveis muito elevados. Isso nos leva a crer que muitos pequenos negócios não sobreviverão à segunda onda da pandemia, pois já estão com as finanças muito comprometidas. Mas nunca é tarde para se reinventar e buscar alternativas para vencer a crise. E nós do Sebrae estamos à disposição dos empreendedores para auxiliá-los nesse processo”, pontua o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Mário Lacerda.

Além da queda no faturamento, a pandemia tem provocado o aumento das demissões no Piauí. Em novembro de 2020, 5% dos pequenos negócios haviam demitido funcionários. Esse percentual aumentou no primeiro trimestre deste ano, passando para 7%.

O levantamento revela ainda que a busca por empréstimos aumentou bastante desde o início da pandemia. Nos primeiros meses de crise, o percentual de empresas do Piauí que buscavam crédito girava em torno de 35%. Ao longo de 2020, esse percentual foi subindo gradativamente. Em novembro, eram 49%. Atualmente são 69% dos pequenos negócios do Estado necessitando de algum socorro financeiro.

De acordo com o presidente do Sebrae Nacional, Calos Melles, o recrudescimento da crise sanitária e das medidas de isolamento social para conter a proliferação da Covid-19, obrigaram muitos donos de pequenos negócios a fecharem novamente as portas de seus estabelecimentos, prejudicando a recuperação financeira dessas empresas. “Essa segunda onda atingiu também setores que não estavam sendo tão impactados. A pesquisa revela que nenhum segmento apresentou melhoria e que atividades que foram menos impactadas anteriormente, como o agronegócio, saúde e construção civil, estão sofrendo com a situação atual”, ressalta Melles.

Os setores de Turismo e Economia Criativa continuam entre os mais impactados em nível nacional, mas agora juntaram-se a eles os de Beleza, Serviços de Alimentação e Artesanato. Já os menos afetados são as Oficinas, Pet Shops e Clínicas Veterinárias, Serviços Empresariais, Saúde e Agronegócio.

E com tantas dificuldades enfrentadas pelos pequenos negócios, o grau de otimismo dos empresários piauienses chegou ao pior nível desde o início da pandemia. Durante todo o ano de 2020, os empresários acreditavam que a economia voltaria ao normal no tempo médio de 11 meses. Agora, eles consideram que a economia só apresentará sinais de normalidade daqui a 19 meses.

MEDIDAS NECESSÁRIAS

Para a maioria dos donos de pequenos negócios entrevistados no Piauí (72%), as medidas de governo mais importantes para auxiliar o segmento seriam: a extensão das linhas de crédito com condições especiais, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, Pronampe (48%); e a extensão do auxílio emergencial (24%).

Também foram citadas como medidas necessárias o auxílio para redução e suspensão de contratos de trabalho (4%), adiamento dos impostos (10%) e moratória de dívidas (15%).

OUTROS DADOS DA PESQUISA NO PIAUÍ

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  • Para a maioria das empresas (58%), foi registrado no ano de 2020 uma redução de quase metade do faturamento anual (- 49%)
  • Para a maioria das empresas (56%), as vendas de fim de ano de 2020 foram piores que as de 2019
  • Para a maioria das empresas (65%), as vendas no carnaval de 2021 foram piores do que no carnaval de 2020
  • Aumento expressivo de locais com restrição de circulação de pessoas, de 3% para 85%, quando comparados os resultados da 9ª e da 10ª edição do levantamento
  • Aumento, de 27% para 37%, no percentual de empresas que conseguiram empréstimo

O levantamento completo está disponível no endereço eletrônico https://datasebrae.com.br/covid/.

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Serviço:

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