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Acesso facilitado ao crédito deve contribuir para que pequenos negócios driblem os efeitos da crise

Pesquisa do Sebrae revela que percentual de empresas do Piauí que conseguiram obter empréstimos aumentou bastante no último mês
Por Antônia Pessoa
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O acesso ao crédito deixou de ser um dos principais obstáculos para os pequenos negócios do Piauí diante da crise provocada pela pandemia do Coronavírus. O percentual de empresas que conseguiram obter empréstimos junto às instituições financeiras quase que dobrou em julho na comparação com o mês anterior, saltando de 22% para 39%, segundo consta na 6ª edição da Pesquisa de Impacto do Coronavírus nos Pequenos Negócios.

O levantamento, realizado pelo Sebrae entre os dias 27 e 30 de julho, revela ainda o aumento contínuo do percentual de pequenos negócios que já tentaram algum empréstimo desde o início da crise. Em abril, quando foi realizada a primeira edição da pesquisa, apenas 34% das micro e pequenas empresas e Microempreendedores Individuais, MEI, do Estado haviam tentando acessar crédito. Atualmente 59% desses empreendimentos já solicitaram algum tipo de financiamento.

“Observamos ao longo dos últimos cinco meses que o número de pequenas empresas que necessitam de empréstimos para se manter no mercado aumentou bastante. Aos poucos o acesso a crédito está deixando de ser um obstáculo e o número de pequenos negócios que tiveram retorno positivo dos pedidos realizados junto às instituições financeiras só aumenta. Isso se deve, principalmente, às medidas implementadas pelo governo, que têm facilitado a obtenção dos recursos. É um fôlego a mais para os empresários piauienses, que precisam reverter os efeitos da crise”, pontua o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Mário Lacerda.

A falta de garantias e avalistas que era um dos motivos mais citados pelos empresários para a não obtenção de empréstimos já não é mais o principal empecilho, com uma redução de 22% para 2%. O Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, Fampe, tem cumprido o seu papel, tanto que o percentual de empréstimos aprovados na Caixa, uma das instituições que possui parceria com o Sebrae para operação do fundo, saltou de 22% para 54%.

Outro dado revelado na pesquisa é com relação a reabertura da economia. A cada edição do levantamento diminui o percentual de empresas do Piauí com funcionamento temporariamente interrompido, o que significa que mais negócios estão retomando suas atividades. De junho para julho, o percentual de empresas que estavam sem funcionar diminuiu de 36% para 21%.

“O retorno gradual das atividades aliada ao acesso a crédito mais facilitado deve contribuir para mitigar mais rapidamente os efeitos da crise, colocando novamente o nosso Estado no trilho do desenvolvimento. Estamos otimistas com a retomada econômica e confiantes de que os empresários do Piauí sairão dessa crise mais fortes e preparados para avançar no mercado”, acrescenta Mário Lacerda.

Uma das estratégias que têm contribuído bastante para a sobrevivência dos pequenos negócios é o investimento em canais e ferramentas digitais para promover os empreendimentos e garantir as vendas. O percentual de empresas piauienses que já operam no meio digital saltou de 56% em maio para 74% em julho, enquanto as que não pretendem ou não sabem como adotar essas estratégias caiu de 23% para 10%.

A 6ª edição da Pesquisa de Impacto do Coronavírus nos Pequenos Negócios está disponível no endereço eletrônico datasebrae.com.br .

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