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Micro e pequenas empresas piauienses geraram cerca de 2,1 mil empregos em janeiro de 2021

Saldo coloca o Estado em 2º colocado no ranking de vagas por 1 mil empregados no Nordeste e em 7º lugar no país
Por Antônia Pessoa
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As micro e pequenas empresas (MPE) piauienses geraram, no último mês de janeiro cerca de 2,1 mil novos empregos, um incremento de 39% em relação ao mesmo período de 2020, quando foram gerados pouco mais de 1,5 mil empregos. Esse saldo coloca o Estado em 2º colocado no ranking de vagas por 1 mil empregados no Nordeste, com uma taxa de 13,37 empregos gerados, e em 7º lugar no país, ficando acima da taxa da região (11,68), e do Brasil (10,22).

O levantamento foi feito pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae Nacional, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério da Economia.

Segundo o estudo, pelo sétimo mês consecutivo, os pequenos negócios lideraram a geração de postos de trabalho no Piauí, com um saldo de quase 11 mil empregos gerados entre os meses de julho de 2020 e janeiro de 2021. Já as Médias e Grandes Empresas (MGE), acumularam um saldo de 111 empregos no mesmo período.

Em todo o país, o saldo alcançado pelas MPE em janeiro deste ano foi de 195,6 mil empregos, o que corresponde a 75% das 260,3 mil vagas criadas ao longo do mês. Já as MGE, saíram de um saldo negativo, em 2020, de 2.887 postos de trabalho encerrados, para 41,6 mil novos empregos criados em janeiro, cerca de 16% do total de vagas. Nos últimos seis meses, os pequenos negócios do país apresentaram um saldo total de 1,1 milhão de novos empregos contra 385,5 mil novos postos de trabalho criados pelas MGE.

“O levantamento mostra a força dos pequenos negócios no Piauí e no Brasil. Foram esses empreendimentos, que mesmo em tempos de crise, geraram emprego e renda, e movimentaram a economia. Por isso, a importância de buscarmos cada vez mais alternativas que possam contribuir para os pequenos negócios avançarem no mercado”, pontua o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Mário Lacerda.

No Piauí, os setores que mais contribuíram para o saldo positivo de empregos em janeiro foram Serviços (838), Comércio (601), Construção (371) e Indústria de Transformação (271). No país, o movimento foi semelhante, com uma troca de espaços no ranking entre Comércio e Indústria de Transformação. O setor de Serviços também ficou na dianteira com 72.830 empregos gerados, seguido de  Indústria de Transformação (58.856), Construção (28.177) e Comércio (27.453). As demais vagas foram geradas nos setores de Agropecuária, Serviços Industrias de Utilidade Pública (SIUP) e Extrativa Mineral.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou o resultado do Caged em janeiro e voltou a defender a vacinação em massa para assegurar a continuidade do processo de retomada da economia. Na avaliação do ministro, os dados do Caged e a alta de 1,04% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) são sinais de que a economia está em processo de retomada forte e acima das projeções.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o resultado do Caged de janeiro e a performance dos pequenos negócios confirmam a força e a importância desse segmento para a economia brasileira. “Em 2020, foram as micro e pequenas empresas que sustentaram o nível de emprego no país. Esse ano não deve ser diferente. Por isso é tão importante a continuidade do trabalho que o governo federal e o Congresso têm feito no sentido de criar novas políticas públicas de apoio ao empreendedorismo”, comenta Melles.

Entre as propostas importantes que tramitam no Congresso estão a criação de um Refis para as pequenas empresas e de uma moratória (parcelamento) dos tributos para os pequenos negócios.

Segundo Melles, essas propostas são muitos importantes. “Acreditamos que diante da perda de faturamento provocada pela nova onda de Covid-19, os empreendedores vão precisar de um fôlego maior para se manterem de pé”, conclui.

Em janeiro deste ano, as dez unidades da federação que proporcionalmente mais geraram empregos foram Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina, Roraima, Rio Grande do Norte, Acre, Piauí, Ceará, Paraná e Tocantins, nesta ordem. Todos esses estados geraram pelo menos 13 novos empregos a cada 1.000 postos de trabalho já existentes.

Os Estados que proporcionalmente menos geraram empregos no período foram São Paulo, Minas Gerais, Amapá, Rondônia, Rio de Janeiro, com sete novos empregos a cada 1.000 postos existentes. Já o Amazonas apresentou saldo negativo de vagas geradas.

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